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Japão simula acidente nuclear para não repetir erros de Fukushima

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Japão simula acidente nuclear para não repetir erros de Fukushima

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O Japão volta a ser palco de um acidente nuclear na sequência de um violento terramoto. O cenário, desta vez fictício, foi recriado este sábado, durante a primeira simulação em larga escala desde o acidente de Fukushima em 2011.

Uma forma do país tentar mostrar que aprendeu com os erros de há mais de três anos no que se refere ao perímetro de evacuação, agora de 30km em redor de uma outra central, a de Sendai, na região de Kagoshima.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe ,participou na simulação cuja data, pela primeira vez, não foi anunciada de antemão pelas autoridades.

As autoridades falharam, no entanto, no que toca à distribuição de comprimidos de iodo e, dentro da simulação, os habitantes tiveram que ser obrigados a simular que tinham este tipo de medicamentos em casa.

O teste realista ocorre num momento em que os erros na gestão da crise nuclear de Fukushima ensombram os preparativos do país para acolher os jogos olímpicos de 2020.

A juntar-se à incapacidade do governo em lidar com as fugas radioativas em Fukushima, um estudo da ONU, revelado pela imprensa nipónica, põe em causa o método de medição da radioatividade dos trabalhadores da central. Segundo um relatório do Comité Científico da ONU Sobre os Efeitos da Radiação Atómica, a maioria dos trabalhadores de Fukushima poderia ter sido exposta a níveis de radiação superiores aos detetados pelas autoridades.