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Mediterrâneo transforma-se de novo em cemitério de imigrantes

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Mediterrâneo transforma-se de novo em cemitério de imigrantes

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Mais uma tragédia no Mediterrâneo. Na noite de sexta-feira para sábado, um barco com imigrantes clandestinos naufragou entre Malta e Lampedusa.

As autoridades maltesas e italianas puderam salvar mais de 200 refugiados, entre os quais, 15 crianças, mas, pelo menos, 34 pessoas perderam a vida.

As operações de busca e salvamento prosseguiam, durante o dia de sábado.

O primeiro-ministro maltês, Jospeh Muscat, lamenta que o Mediterrâneo esteja a transformar-se num cemitério e pede medidas a nível europeu: “Não poremos nunca a vida das pessoas em risco mas as regras têm de mudar e é preciso uma abordagem europeia, com patrulhas de segurança. Temos de discutir calma e ponderadamente se precisamos de reforçar as regras ou de as abandonar.”

O acidente ocorreu numa zona ao centro de um triângulo entre Malta, a Líbia e Lampedusa, uma semana depois de outra tragédia, perto de Alexandria.

Uma parte dos sobreviventes foi transferida para a ilha italiana, também ela porta de entrada e, por vezes, cemitério, de quem foge à guerra e à desgraça em África.

Giusi Nicolini, presidente da câmara de Lampedusa, também pede ajuda à Europa: “Lampedusa não consegue lidar com isto. Precisamos que a Europa se aperceba que Lampedusa é demasiado pequena seja para poder representar uma fronteira seja para poder suportar o peso desta imensa tragédia.”

Esta tragédia ocorre 8 dias de outro naufrágio ter provocado a morte a 339 pessoas, que fugiam dos conflitos e da miséria no Corno de África.