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PM líbio denuncia "tentativa de golpe de estado"

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PM líbio denuncia "tentativa de golpe de estado"

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Dezenas de membros das milícias islamitas líbias manifestaram-se ontem, no centro de Bengasi, para protestar contra a detenção de Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai, capturado na semana passada, no país, por um comando norte-americano.

Uma operação que aumenta a revolta dos movimentos extremistas que acusam o atual governo líbio de ter colaborado na captura do alegado cabecilha dos atentados de 1998 contra várias embaixadas norte-americanas em África.

“Estamos aqui hoje para manifestar o nosso apoio ao nosso irmão muçulmano oprimido. Um companheiro cuja detenção está na origem da nossa cólera, uma vez que é antes de mais um muçulmano”, afirma um manifestante.

Uma revolta que faz aumentar as divisões dentro do país, depois do primeiro-ministro Ali Zeidan ter sugerido que os setores islamitas poderiam estar por detrás do seu sequestro, na sexta-feira, que durou apenas algumas horas.

“Caro povo líbio, há quem queira mergulhar a Líbia na incerteza e transformar este país num novo Afeganistão ou numa nova Somália”, afirmou Zidan, numa conferência de imprensa, horas depois da sua libertação.

O antigo bastião da revolta contra Muamar Kadaffi, voltou ontem a ser palco de um novo atentado bombista, que atingiu o consulado sueco na cidade, sem provocar vítimas. Desde 2011 que mais de 60 pessoas morreram em Bengasi na sequência de vários atentados, atribuídos a milícias islamitas.

Uma instabilidade também política, num momento em que o Partido para a Justiça e a Construção – o braço político da Irmandade Muçulmana líbia – ameaça retirar os seus ministros do governo de coligação.

O primeiro-ministro Zeidan acusa, por seu lado, os islamitas de tentarem afastá-lo do poder, tendo classificado o rapto de sexta-feira, como uma “tentativa de golpe de estado”.