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EUA: um impasse orçamental com vistas para o abismo

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EUA: um impasse orçamental com vistas para o abismo

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Os Estados Unidos voltam a contemplar o abismo, do alto do Grand Canyon, no Arizona, quando o país está à beira de entrar na terceira semana de impasse orçamental.

Um passo sobre o vazio de soluções em Washington, quando várias atrações turísticas decidiram reabrir as portas para evitar perdas e mais de um milhão de salários da administração permanecem suspensos.

A governadora do Arizona justificou a decisão de reabrir o Grand Canyon lembrando que o local, “atrai milhões de visitantes anuais e recuso que os erros da política federal impeçam os turistas de todo o mundo de ver esta paisagem magnífica”.

Uma paisagem tão escarpada quanto as negociações no congresso entre republicanos e democratas, a 4 dias do fim do prazo para um acordo sobre o limite da dívida.

Ontem Obama voltou a aumentar a pressão sobre os rivais ao recordar: “o governo está paralisado pela primeira vez em 17 anos e por causa de um partido político estamos em risco de incumprimento pela primeira vez desde o século XVIII. É uma situação insustentável que tem que parar, não apenas porque é perigosa mas porque mina a nossa confiança no nosso sistema de governo e afeta-nos a todos”.

Obama reuniu-se esta noite com os líderes democratas do senado para tentar encontrar uma solução, num momento em que republicanos e democratas reataram as discussões, depois de terem rejeitado ontem um acordo para manter a administração aberta pelo menos até março.

A solução poderá vir agora do senado quando os líderes republicano (Mitch McConnell) e democrata (Harry Reid) da câmara alta, retomaram ontem o diálogo, depois de McConnel ter sido o artesão do acordo de há meses que permitiu ultrapassar o impasse sobre o chamado “abismo fiscal”.