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O Punk do CBGB chega ao grande ecrã

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O Punk do CBGB chega ao grande ecrã

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A história do famoso CBGB é um dos mais aguardados filmes do ano, mas não tanto, ao que parece, pelos promotores de cinema europeus. Este é o clube de Nova Iorque que maior expressão deu ao Punk Rock americano na década de 70 do século passado através dos concertos de Ramones, Talking Heads, Police ou Blondie. São 33 anos de história condensados em cerca de 100 minutos num filme descrito como documento histórico por Ashley Green, atriz que interpreta Lisa Krystal, a filha do fundador do CBGB.

“Tal como os artistas ou os atores, penso que um dos maiores objetivos (dos filmes) é influenciar pessoas, coloca-las num determinado lugar e conseguir leva-las a viajar pela história. Representar um sítio ou uma individualidade que teve um grande impacto na vida das pessoas é muito bom. Em especial para mim, porque o CBGB fechou antes mesmo de eu ter idade para lá entrar”, afirma a atriz, de 26 anos, que tinha 19 quando o clube fechou em 2006

Inaugurado em dezembro de 1973, o mítico clube está prestes a fazer 40 anos. Mais do que ter vivido, e sobrevivido, no palco daquele espaço de Manhattan, o espírito Punk estava também na forma como foi gerido o CBGB, que fechou há cerca de sete anos após uma disputa entre Hilly Crystal, o fundador, com os proprietários do espaço por causa de alegadas rendas atrasadas.

Foram 33 anos de concertos históricos e muitos excessos. Nem tudo, aliás, foi pacífico no CBGB. Os anos 80 viram o clube tornar-se num local de culto para os emergentes e marginais grupos do chamado Punk Hardcore. Nomes como Beastie Boys na fase pré-Hip Hop, The Misfits, Sick of it All, Bad Brains ou os Youth of Today deram-se a conhecer nas matinés daquele espaço. Desses concertos numa sala onde não cabiam mais de 300 pessoas surgiram vários episódios de violência, que viriam a convencer Hilly Crystal a banir no início dos anos 90 e durante algum tempo o Hardcore dos “line ups” do CBGB.

Johnny Galecki, ator que neste novo filme dá vida a Terry Ork, o manager dos Television, descreve o CBGB como um local que deve ser visto como património da cultura. “Deve ter sido uma época incrivelmente excitante. Ao mesmo tempo, não sei se se percebe o legado cultural que ficou para a sociedade ou a história que se lhe seguiu”, questiona Galecki, que nasceu ano e meio após a inauguração da mítica “casa” do Punk nova-iorquino.

Realizado por Randall Miller, “CBGB” estreou a 11 de outubro nos Estados Unidos, com a edição em DVD e Bluray prevista para 31 de dezembro. A chegada às salas de cinema europeias não tem data anunciada e, a acontecer, apenas deverá registar-se em 2014.