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Primeiro processo em Espanha contra fabricante alemão da talidomida

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Primeiro processo em Espanha contra fabricante alemão da talidomida

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São espanhóis e espanholas, todos vítimas da talidomida. Esta segunda-feira, sentaram no banco dos réus a farmacêutica alemã Grünenthal. É o primeiro processo em Espanha contra o fabricante do medicamento que causou malformações a milhares de crianças em todo o mundo.

Os 186 queixosos reclamam um total de 204 milhões de euros. Acusam a farmacêutica alemã de ter mantido o produto à venda em Espanha, durante o ano de 1961, vários meses depois de ter sido proibido a grávidas noutros países.

“No meu caso, a minha mãe continua a sofrer muito com o que se passou, é algo que guarda em si, de que não gosta de falar. Hoje penso que poderá ser um grande dia para ela. Atualmente, chegámos até aqui mas não sabemos o que vamos conseguir. Mas, espero, justiça, justiça para todos”, diz Josefina Mompeo, uma das queixosas.

Prescrito contra os enjoos das grávidas, durante os anos 50 e início dos anos 60, a talidomida causou malformações a cerca de 20 mil crianças na Europa, Austrália, Canadá e Japão.

O medicamento foi retirado do mercado em 1961 mas só em 2012 – mais de meio século depois – é que a farmacêutica pediu desculpa às vítimas.

A sentença é aguardada daqui a um mês.