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Qualificação, cumprir calendário ou catástrofe... tudo é possível para Portugal

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Qualificação, cumprir calendário ou catástrofe... tudo é possível para Portugal

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Desfalcado e a precisar de um milagre. Portugal não tem missão nada fácil quando entrar em campo para defrontar o Luxemburgo, esta terça-feira em Coimbra. É verdade que a qualificação direta para o Campeonato do Mundo do Brasil ainda é possível, mas implica não só uma goleada, mas também uma derrota da Rússia no Azerbaijão.

Ao invés, Portugal pode nem sequer garantir um lugar no play-off de acesso. Felizmente para a equipa das quinas, a conjugação de resultados para que seja a pior segunda classificada é de tal forma complexa que não deve passar de uma simples curiosidade matemática.

Implica a derrota de Portugal, Azerbaijão como último classificado do grupo e a Arménia como segunda classificada do grupo B, recuperando quatro golos de diferença para Portugal. Mas as surpresas acontecem…

Há trinta anos a Polónia deixou o Estádio de Wembley em estado de choque ao arrancar um empate a uma bola para deixar a Inglaterra fora do mundial. Agora os polacos estão fora da corrida mas podem ainda assim estragar a festa aos ingleses, obrigados a conquistar os três pontos uma vez que a Ucrânia não deve sentir grandes dificuldades em São Marino e está à espreita.

E se os ingleses precisam dos três pontos, a Espanha basta um empate frente à Geórgia para carimbar o passaporte para o Brasil. Os campeões do mundo apresentam-se na máxima força e com maior ou menor dificuldade, deverão garantir a vitória no grupo I em Albacete.

Mesmo a França, a principal interessada num desaire espanhol, não parece acreditar na possibilidade enquanto prepara a receção à Finlândia no Stade de France. Hugo Lloris, capitão na equipa de Didier Deschamps deixou bem claro qual o estado de espírito que se vive entre os gauleses ao afirmar que a Espanha já efetuou o seu trabalho e que não esperam uma falha dos espanhóis.

A Bósnia-Herzegovina está a noventa minutos de garantir o primeiro mundial da sua história em Kaunas, na Lituânia. Só a vitória interessa à equipa de Safet Susic, que vê a Grécia, em igualdade pontual com os bósnios mas pior diferença de golos, receber o Liechtenstein.

Em Istambul a Turquia recebe a Holanda, já qualificada. A equipa de Fatih Terim necessita desesperadamente dos três pontos para assegurar um lugar no play-off. Mesmo a vitória pode não chegar caso a Roménia goleie a Estónia por mais de cinco golos. Difícil, mas não impossível.