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Um fato especial para "heróis" recém-nascidos

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Um fato especial para "heróis" recém-nascidos

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Quinze milhões de bebés prematuros morrem por ano no Mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Em Portugal, no ano passado, nove em cada 100 nascimentos aconteceram antes do tempo. Do total mundial de prematuros, mais de um milhão de bebés morre pouco depois do parto. Muitos, quais “super-heróis” a lutar pela vida, sobrevivem, mas uma boa parte com lesões físicas, neurológicas ou mentais. E estas lesões têm custos. Para a família, sobretudo, mas também para a sociedade.

Cientistas na Polónia estão a tentar reduzir os riscos para os bebés prematuros. Até agora, não existiam roupas especiais para ajudar a proteger os bebés nos primeiros momentos de vida fora do útero. Mas na cidade Lodz está a ser desenvolvido um “fato inteligente”, feito de duas camadas: um tecido convencional e uma membrana. Com isso, como nos explica uma das investigadoras do projeto, esperam ajudar a reduzir a transpiração excessiva nos recém-nascidos.

“O tecido ‘inteligente’ protege a criança, mas acima de tudo ajuda a cuidar dela. Deve impedir a humidade de ser expelida pelo corpo, em especial nas primeiras horas após o parto, antes de o bebé ser colocado numa incubadora. O recém-nascido tem de ser, primeiro, examinado e só depois é levado para a incubadora. É o período em que a transpiração excessiva tem de ser retida”, explica Ewa Skrzetuska, uma das cientistas envolvidas neste inovador projeto.

Os testes nestas novas roupas “inteligentes” estão a ser efetuados num boneco equipado com sensores cujo objetivo é simular a forma como um recém-nascido liberta a humidade do corpo. Os prematuros, em especial, ainda não desenvolveram a pele na totalidade e por isso o contacto com roupas inapropriadas pode ser, por si só, perigoso.

Estima-se que no prazo de dois anos os testes terminem e só então deverá arrancar a produção destes novos fatos especiais para recém-nascidos. Os médicos esperam que esta nova geração de tecido “inteligente” ajude a manter a temperatura corporal dos bebés e a evitar infeções nas primeiras horas de vida, reforçando, desta forma, os cuidados intensivos nos serviços de neonatal.