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Empregado da ArcelorMittal suicida-se e deixa carta a acusar patrão

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Empregado da ArcelorMittal suicida-se e deixa carta a acusar patrão

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Suicídio de um empregado belga de ArcelorMittal. Numa carta de adeus, Alain Vigneron, de 45 anos acusa o patrão, Lakshmi Mittal, de lhe ter “tirado tudo”, dois anos depois do anúncio do encerramento dos altos-fornos da ArcelorMittal, em Liège, na Bélgica.

Uma acusação numa carta, entregue, algum tempo antes, a um colega sindicalista e amigo. Frédéric Gillot explica: “Eu quis devolver-lhe a carta, mas ele não quis. Este encerramento era algo que lhe causava muito sofrimento. Eu via… quando ía a casa dele ou ele vinha à minha, era, obviamente, o tema central das conversas”.

Desde os 14 anos que Alain Vigneron trabalhava no gigante mundial da siderurgia e tinha chegado a responsável de produção num laminador do grupo. Suicidou-se sábado, mas a carta só veio a lume esta terça-feira.

Robert Rouzweeuw, igualmente sindicalista, explica: “Tínhamos falado de ter células de acompanhamento [psicológico]. Mas tendo em conta a quantidade de despedimento que corremos o risco de ter, é muito difícil acompanhar toda a gente.”

Alain Vigneron fazia parte dos cerca de 2000 empregados da empresa atingidos pelo encerramento de uma parte das atividades da empresa. Um encerramento que tem provocado um movimento de protesto por parte dos funcionários.