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Ucrânia entre dois fogos


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Ucrânia entre dois fogos

A União Europeia mantém a pressão sobre o presidente ucraniano para ultrapassar o último obstáculo que poderá impedir a assinatura de um acordo de associação entre Kiev e Bruxelas, como admitiu o próprio Viktor Yanukovich:

“Ainda temos que enfrentar a questão mais dolorosa: o dossier Yulia Tymoshenko.”

A antiga primeira-ministra foi condenada a sete anos de prisão em 2011 por abuso de poder e passou a maior parte dos últimos dois anos detida num hospital de Kharkiv devido a problemas de saúde.

O governo alemão propôs uma solução ao executivo de Kiev, como recordou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, quando se deslocou à capital ucraniana, na quinta-feira: “Tínhamos proposto a possibilidade de Yulia Timoshenko ser tratada na Alemanha. A proposta mantém-se e é, obviamente, uma contribuição para uma solução comum.”

Kiev sofre também a pressão de Moscovo para que a Ucrânia adira à união aduaneira que a Rússia forma com a Bielorrússia e o Cazaquistão. No mês de agosto as autoridades russas reforçaram os controlos na fronteira com a Ucrânia.

A Rússia proibiu entretanto a importação dos chocolates ucranianos Roshen, bastante populares nas ex-repúblicas soviéticas. Um exemplo do que pode esperar a Ucrânia se assinar o acordo de associação com a União Europeia.

Estas medidas prenunciam uma guerra comercial que tem como último episódio o embargo à importação de laticínios da Lituânia. Moscovo alega a proteção do consumidor mas as razões são outras, afirma Nerijus Maciulis, do Swedbank:

“A razão por trás deste embargo não pode ser económica porque as exportações lituanas pesam menos de um por cento do mercado alimentar russo. Por isso temos obviamente que procurar razões políticas, que podem ser muitas, como a eventual assinatura de um acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia ou as negociações que decorrem atualmente entre a Lituânia e a Gazprom.”

A presidente lituana, Dalia Grybauskaite, denunciou em setembro a pressão russa sobre a Ucrânia, para que Kiev renuncie à aproximação com Bruxelas. A Lituânia foi a primeira ex-república soviética a declarar a independência em 1990.

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