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Cacofonia legislativa nos Estados Unidos

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Cacofonia legislativa nos Estados Unidos

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É a cacofonia legislativa, nos Estados Unidos. Os republicanos da Câmara dos Representantes decidiram avançar com um texto próprio, que propõe um financiamento temporário dos serviços, até 15 de dezembro, permitindo um aumento do teto da dívida até 7 de fevereiro.

O presidente da câmara baixa, John Boehner, espera que o texto seja votado ainda esta terça-feira, nos Estados Unidos, quarta-feira, na Europa: “Estamos a discutir com os membros de ambas as partes para encontrar uma forma de avançar ainda hoje.”

A nova proposta dos republicanos do Congresso, que prevê cortes nos subsídios de saúde, veio provocar uma reviravolta no processo legislativo, já que os democratas e republicanos do Senado estavam quase a alcançar um acordo.

Barack Obama, pelo seu lado, tem mantido consultas com os democratas, a quem pede que não abram mão dos fundamentos do Obamacare. A lei sobre a reforma da saúde é o cavalo de batalha do presidente e a principal razão de bloqueio do orçamento.

No Senado, os trabalhos foram, portanto, interrompidos. Harry Reid, o líder dos democratas acusa os Republicanos de estarem reféns do Tea Party, a ala extrema-direita do partido conservador: “Os republicanos extremistas da Câmara dos Representantes estão a tentar torpedear os progressos bipartidários do Senado com uma lei que não passará no Senado; não pode passar e não passará”.

Após 15 dias de impasse, a agência de notação Fitch colocou “em observação” com “perspetiva negativa” o AAA da dívida norte-americana.