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Os riscos de um "default" dos Estados Unidos

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Os riscos de um "default" dos Estados Unidos

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Porque é que o mundo teme um “default” dos Estados Unidos? O cenário não teria precedentes, mas analistas e economistas evocavam uma “catástrofe”. E o Departamento norte-americano do Tesouro alertou que as consequências seriam mundiais.

Primeiro ao nível dos mercados. Com a maior economia do mundo sem dinheiro para pagar a dívida haveria uma onda de pânico. Os investidores retirariam o dinheiro aplicado, haveria um colapso das bolsas, o bloqueio do fluxo de crédito, o disparo das taxas de juro e, eventualmente, uma corrida aos bancos.

Horas antes do anúncio do acordo, Michael Ingram, analista de mercados do BGC Partners, defendia: “Compreendo que os bancos centrais e os governos tenham preparado planos de contingência para tentar reduzir os efeitos de um “default”, mas na verdade estamos em território desconhecido. Isto nunca aconteceu nos Estados Unidos”.

Analistas e economistas eram unânimes. Um incumprimento norte-americano arrastaria a economia mundial para a recessão. A confiança, o investimento e o consumo recuariam, penalizando a atividade económica e o comércio mundial.

Os efeitos seriam sentidos por muito tempo, tendo em conta que as consequências da crise de 2008 ainda não foram completamente ultrapassadas.

Em 2011, devido ao impasse orçamental, a nota soberana dos Estados Unidos foi degradada pela Standard&Poors e agora a Fitch Ratings ameaçou retirar o “triplo A”.

A perda de confiança é indiscutível. Os prémios de risco da dívida norte-americana e os juros das obrigações a dez anos subiram. A divisa e a dívida norte-americanas perderam a áurea de “investimento seguro” e sobre a moeda paira a ameaça de uma forte desvalorização.