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Tea Party volta à ribalta

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Tea Party volta à ribalta

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Com as eleições de 2012, o Tea Party foi declarado politicamente morto. Mas agora, com o ataque cerrado à reforma do sistema de saúde de Barack Obama, esta ala ultraliberal do Partido Republicano regressa em força.

Além da antiga candidata a vice-presidente Sarah Palin, o Tea Party tem como testa-de-ferro o senador do Texas Ted Cruz.

O grupo é essencialmente contra a intervenção do Estado na economia, mas a grande finança é outro dos grandes inimigos do Tea Party: “Uma das razões pelas quais as pessoas estão tão desiludidas com Washington é o facto de haver regras especiais. Há isenções para Wall Street, há isenções para os grandes bancos. A lei Dodd-Frank injtroduziu regras que esmagam os bancos comunitários, esmagam todos os pequenos, enquanto os grandes continuam a crescer”, diz Cruz.

O Tea Party é uma verdadeira força de bloqueio a Barack Obama e deve esse estatuto às eleições intercalares de 2010, ganhas pelos Republicanos, que fizeram muitos representantes desta ala entrar para o Capitólio. A presidência da Câmara dos Representantes passou da democrata Nancy Pelosi para o republicano John Boehner.

Em 435 lugares, os Republicanos têm 232, contra 200 dos democratas e três independentes. De todos os congressistas republicanos, estima-se que a 30 a 60 sejam simpatizantes do Tea Party, que se tornou também uma força de bloqueio dentro do próprio partido, face à ala mais moderada.

O Tea Party é, abertamente, contra a intervenção do Estado, contra os impostos e contra o aborto. Defendem a liberdade do porte de arma e estão próximos das igrejas cristãs americanas.

A intransigência parece ser a chave do sucesso eleitoral do Tea Party e faz o partido parecer impermeável, mesmo em relação aos lóbis mais poderosos: “Muitos membros do Tea Party têm uma grande antipatia face a Wall Street e aos grandes bancos. São eles os vilões, para muitos simpatizantes desta fação, por isso não acho que os lóbis estejam a ser recebidos de braços abertos por parte destes republicanos radicais”, diz o analista Greg Valliere.

As sondagens não são boas para o Partido Republicano e muito menos para o Tea Party, mas a influência desta fação está longe de estar esgotada.