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Frontex deve ser mais "humanitária" com migrantes, diz ministra italiana

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Frontex deve ser mais "humanitária" com migrantes, diz ministra italiana

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O naufrágio junto à ilha italiana de Lampedusa que fez centenas de mortos, no início do mês, reavivou o debate sobre a política europeia de migração e asilo.

A ministra italiana para a Integração, Cécile Kyenge Kashetu, veio a Bruxelas, esta quinta-feira, defender que a agência europeia de controlo de fronteiras (Frontex) “deve ter uma nova abordagem do problema, que passa não só por ter mais meios, mas também por ter uma abordagem mais humanitária. A Itália já está a fazê-lo e pedimos o mesmo ao resto da Europa”.

Além da comissária europeia para os Assuntos Internos, a ministra italiana também se reuniu com eurodeputados, numa sessão para debater a situação dos centros de acolhimento de migrantes e refugiados.

Muitos são basicamente locais de detenção sem o mínimo de condições, como refere uma religiosa italiana que presta apoio a estes centros.

“Apenas existe uma cama. São espaços miseráveis. Antigamente só ficavam 30 ou 60 dias e conseguiam suportar não terem nada para fazer. Porque de facto não podem fazer nada. Agora chegam a permanecer 18 meses. É realmente insuportável, é tortura psicológica e a pessoa perde a sua humanidade”, explicou a freira Eugenia Bonetti.

O tema deverá ser debatido pelos chefes de Estado e de governo da UE na cimeira da próxima semana. Itália, Malta e Grécia são os países mais afetados pelo novo fluxo migratório no Mediterrâneo.