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Síria: 'Genebra 2' condenada à partida?

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Síria: 'Genebra 2' condenada à partida?

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A conferência ‘Genebra 2’ sobre a Síria está agendada para 23 e 24 de novembro. Mais de um ano depois da primeira conferência internacional com o objetivo de encontrar uma saída para a guerra na Síria, a situação não evolui, nem no terreno, nem no plano diplomático.

Washington e Moscovo tentam, desde maio, organizar esta segunda ronda depois da primeira conferência que estabeleceu as grandes linhas para um acordo de transição política ter resultado num fracasso.

As divergências entre os dois lados do conflito parecem ser insuperáveis. O regime recusa a saída de Assad e o presidente coloca o desarmamento dos rebeldes – que chama de terroristas – como condição prévia para qualquer negociação:

“Para garantir o cumprimento da Convenção de Genebra, a primeira coisa a fazer é acabar com qualquer tipo de atividade terrorista na Síria, travar a entrada de terroristas estrangeiros no país e parar de fornecer armas ou apoio financeiro a terroristas. Se falharmos neste ponto, o processo político irá transformar-se numa ilusão inútil”, defende Assad.

Do lado da oposição é a confusão. O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal representante da coligação de oposição ao regime, recusa participar na ‘Genebra 2’ e ameaça retirar-se da coligação se esta for à conferência. O CNS também impõe as suas condições:

“Dissemos claramente que não rejeitamos ‘Genebra 2’ simplesmente por rejeitá-la. Mas só podemos aceitar a conferência em circunstâncias que garantam o seu sucesso e impeçam o regime de ganhar mais tempo”, refere o líder do CNS, Ahmed Jarba.

A coligação quer uma garantia que Assad irá partir mas muitas vozes discordantes desacreditam a conferência, mesmo antes de esta começar. Nesta situação, é difícil antever como ‘Genebra 2’ poderá ter sucesso e encontrar uma saída para a guerra.