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EUA/Iraque: Ex-seguranças da Blackwater voltam a ser acusados de homicídio

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EUA/Iraque: Ex-seguranças da Blackwater voltam a ser acusados de homicídio

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A justiça norte-americana apresentou novas acusações, incluindo a de homicídio, contra quatro ex-seguranças da empresa Blackwater que há seis anos tomaram parte num tiroteio na capital do Iraque, que matou 14 civis desarmados e feriu outros 18. Um caso que revoltou a opinião pública iraquiana e provocou tensões nas relações entre Bagdade e Washington.

Os seguranças, todos veteranos do exército, já tinham sido acusados em 2008 mas as queixas foram retiradas no ano seguinte porque um juiz considerou que os arguidos prestaram depoimentos que julgavam não iriam ser utilizados em tribunal.

Na altura, os quatro homens declararam-se inocentes. Paul Slough, Nicholas Slatten, Evan Liberty e Dustin Heard vão ter agora de justificar perante a justiça o uso de “metralhadoras e granadas contra pessoas comuns que seguiam com as suas vidas”, refere a acusação.

O Ministério Público considera que no incidente de setembro de 2007 na praça Nisour, em Bagdade, “os acusados (subcontratados pelo Departamento de Estado) ​​abusaram de seu poder com um ataque implacável contra civis desarmados que imprudentemente excedeu qualquer possível justificação”. O julgamento ainda não tem data marcada. Uma audiência preliminar está agendada para o dia 25 de outubro.

A imagem da Blackwater foi irremediavelmente manchada pelo incidente. A empresa de segurança privada mudou entretanto de nome duas vezes. Agora chama-se Academi e o seu fundador, Erik Prince, já deixou a companhia.