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Pequim pede explicações a embaixador japonês

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Pequim pede explicações a embaixador japonês

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O embaixador do Japão na China foi chamado pelas autoridades chinesas para dar explicações depois de um grupo de mais de 150 parlamentares nipónicos e o ministro do Interior japonês terem visitado o controverso santuário de Yasukini, em Tóquio, que honra os mortos durante as últimas guerras.

Pequim condenou as visitas realizadas por ocasião do Festival Anual de Outono e num contexto de disputa territorial de ilhas no Pacífico.

O ministro do Interior, Yoshitaka Shindo, diz ter realizado “uma visita privada para rezar por aqueles que perderam a vida em combate e fazer uma oração pela paz. Também vim para relembrar o meu avô que está honrado aqui”, revelou o ministro.

O primeiro-ministro Shinzo Abe não visitou a mesquita, enviou antes uma oferenda, mas membros do seu Partido Democrata Liberal fizeram um visita e deverão a continuar a fazê-lo apesar dos protestos de nações asiáticas.

Sanae Takaichi, líder da comissão política do partido, afirma que “essas nações criticam inclusivamente as oferendas do primeiro-ministro. A única maneira de garantir que o santuário não é um problema nas relações externas é continuar a homenagear firmemente”, concluiu.

No santuário são homenageados os soldados que perderam a vida em conflitos desde o século XIX, incluindo criminosos de guerra na II Guerra Mundial. A Coreia do Sul e a China são algumas das nações que mais condenam as homenagens no santuário.