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Líbano e Turquia trocam reféns

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Líbano e Turquia trocam reféns

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Nove libaneses, reféns no norte da Síria, estão de regresso a Beirute e dois pilotos turcos, estão também de volta a casa, este sábado.

Os nove libaneses faziam parte de um grupo de 11 sequestrado, em maio de 2012, por rebeldes sírios, acusados de pertencerem ao Hezbollah, a organização política paramilitar que luta com as forças do presidente sírio. Dois acabaram por ser libertados pouco depois do sequestro.

As famílias dos homens sequestrados defenderam sempre que eles eram peregrinos religiosos e lançaram acusações sobre a Turquia:

“A Turquia não sequestro mas protegeu o sequestro. A Turquia podia ter ajudado na sua libertação”, afirma Hayat Awali, porta-voz das famílias.

Uma das famílias, para pressionar Ancara, como retaliação, acabou por sequestrar os dois pilotos turcos agora libertados, para grande alívio das suas famílias:

“Estou sem palavras depois de um ano e meio de exaustão, de um ano e meio de sofrimento, de um ano e meio de falsas promessas”, desabafa Mona Tormos, mulher de um dos reféns.

É o fim do sofrimento para várias famílias de dois países mas que não põe fim ao desconforto criado pela situação síria.

A resolução da questão dos homens sequestrados finaliza um dos capítulos relacionados com as consequências da crise síria no Líbano, mas a preocupação com a segurança continua fortemente presente principalmente depois das explosões, em vários bairros libaneses.