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Escultor aponta dedo do meio à sede da presidência checa

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Escultor aponta dedo do meio à sede da presidência checa

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Conhecido pelas suas gigantescas e polémicas esculturas, o artista checo David Cerny não esconde como se sente face à situação política no país.

A nova obra do escultor foi colocada numa plataforma flutuante em frente ao Castelo de Praga, sede da presidência da República Checa, a poucos dias das eleições legislativas.

Uma jovem diz que “as criações de Cerny têm a intenção de provocar. Esta peça ilustra exatamente aquilo que pensam os jovens”.

Outro residente da capital diz que não gosta “porque é o símbolo de um insulto e o facto de estar apontado para o castelo é ainda pior. É algo que não se devia fazer”.

As eleições antecipadas da próxima sexta-feira poderão significar um regresso do Partido Comunista às esferas do poder pela primeira vez nos últimos vinte anos, como eventuais parceiros da futura coligação.

Conhecido pelas posições anticomunistas, Cerny afirma “esta peça reflete as ‘políticas de castelo’, que deixam antever, 23 anos mais tarde, um novo governo que incluirá os comunistas o que muitas pessoas consideram vergonhoso e horrível”.

Em visita oficial à Ucrânia, o presidente Milos Zeman – que defende uma aliança entre os Social Democratas e os Comunistas – escusou-se a comentar a escultura de Cerny.