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Amnistia Internacional apela aos EUA para acabarem com o secretismo dos ataques com "drones"

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Amnistia Internacional apela aos EUA para acabarem com o secretismo dos ataques com "drones"

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A Amnistia Internacional instou os Estados Unidos a acabarem com o secretismo em torno do programa de “drones” no Paquistão.

Enquanto Washington argumenta que os ataques constituem uma importante e eficaz ferramenta no combate aos rebeldes ligados aos talibãs e Al-Qaida, críticos do programa de “drones” norte-americano denunciam que centenas de civis inocentes têm morrido nesses ataques.

O relatório da Amnistia publicado esta terça-feira foca-se em 45 ataques confirmados no Waziristão do Norte, entre janeiro de 2012 e agosto deste ano.

“Em primeiro lugar, nos casos que documentámos, os Estados Unidos devem explicar porque mataram aquelas pessoas, que sem sombra de dúvida eram civis. Tem de ser feita justiça e indemnizar. Há que encontrar os responsáveis por aquelas mortes”, disse Mustafa Qadri da Amnistia Internacional.

O apelo e relatório da Amnistia surgem na véspera do encontro do Presidente norte-americano, Barack Obama, com o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, durante o qual devem ser abordados os ataques.

Segundo sublinha aquela organização, sem maior transparência tem sido impossível comprovar os argumentos de que os ataques norte-americanos se baseiam em informações fidedignas e estão em conformidade com a lei internacional.