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EUA: Ataques com 'drones' "são legais"

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EUA: Ataques com 'drones' "são legais"

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“As operações de contraterrorismo dos Estados Unidos são precisas, são legais e são eficazes”: Foi desta forma que a Casa Branca reagiu às acusações de organizações de defesa dos direitos humanos que acusam os Estados Unidos de violarem a lei internacional nos seus ataques com aviões não tripulados no Paquistão e no Iémen, um tema escaldante para a conversa que Barack Obama terá hoje com o primeiro-ministro paquistanês na Casa Branca.

Para além de considerar que os seus ataques com ‘drones’ são “legais”, Washington recorda que “os Estados Unidos não executam ataques letais” quando o país ou os seus parceiros “têm a capacidade de capturar os terroristas”.

Dois relatórios divulgados esta terça-feira colocam em causa a política de contraterrorismo norte-americana. A Amnistia Internacional pediu o fim do “secretismo” em torno do programa de ‘drones’ e que os responsáveis fossem levados à Justiça. A Human Rights Watch (HRW) vai mais longe: “Encontrámos dois casos de claras violações das leis da guerra, violações mas que não atingem o nível de crimes de guerra, que é uma categoria diferente”. Noutros quatro casos de violação da lei internacional, a organização de defesa dos direitos humanos não fala em crimes de guerra porque a administração Obama não dá acesso a mais informação.

Desde 2004, só na fronteira do Paquistão com o Afeganistão, os Estados Unidos realizaram confirmadamente mais de 300 ataques com ‘drones’ que, conforme as fontes, terão resultado na morte de entre 2000 a 4700 pessoas, entre as quais centenas de civis. Segundo a Amnistia Internacional, o “secretismo” em torno do programa de drones dá aos “Estados Unidos licença para matar que vai além do alcance dos tribunais e de normas fundamentais do direito internacional”.