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Incêndios: Austrália escapa ao inferno mas a situação é dramática

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Incêndios: Austrália escapa ao inferno mas a situação é dramática

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Não foi o inferno com que as autoridades contavam esta quarta-feira, mas a situação continua a ser dramática na Nova Gales do Sul com cerca de 60 fogos ativos, metade dos quais fora de controlo, temperaturas acima dos 30 graus, ventos ciclónicos e pouca humidade no ar.

Se a Oeste de Sydney há menos preocupações com a região das Montanha Azuis e as populações receberam autorização para regressar às suas casas, a Norte surgiram novos incêndios. Para os bombeiros, “o perigo ainda não passou. Ainda existem fogos a eclodir e a perspetiva é que venham a surgir mais”, mesmo nos diversos “teatros de operações nas Montanhas Azuis”.

O novo primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, também ele bombeiro voluntário há cerca de uma década, negou uma relação entre os incêndios e as alterações climáticas, tal como afirmou a responsável das Nações Unidas para o clima: “As alterações climáticas são uma realidade (…) mas estes incêndios são apenas parte da vida na Austrália”, referiu o chefe do executivo.

Naqueles que são considerados os piores incêndios na Nova Gales do Sul em mais de 40 anos, na última semana já arderam mais de 120 mil hectares, uma área equivalente à do concelho de Montemor-o-Novo ou à do Vale do Cávado.