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Partidos de direita unem-se para fazer coligação para as eleições europeias

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Partidos de direita unem-se para fazer coligação para as eleições europeias

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A crise económica, a imigração e o desemprego têm sido o objetivo principal das políticas de direita na Europa, estes últimos anos. Os resultados a nível regional e mesmo nacional progrediram, mas nos parlamentos, principalmente no Parlamento Europeu, a representação continua a ser baixa.

Sob o lema da união para ganhar peso político, os líderes da Frente Nacional francesa, do Partido da Liberdade da Áustria e do Vlaams Belang, belga, reuniram-se esta quarta-feira em Estrasburgo. Têm como objetivo criar uma aliança de partidos nacionalistas para as próximas eleições europeias.

Para Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, que ainda há poucos dias recusou a denominação de extrema-direita para o seu partido, a mensagem é clara:

“O sentido da história leva-nos de regresso às nações, de regresso às pátrias. O império europeu, tal e como foi construído, é um império antidemocrático com resultados económicos e sociais deploráveis. As nossas nações fizeram muito melhor no passado e são capazes de fazer muito melhor no futuro, trabalhando em conjunto, mas livremente. É preciso restituir a soberania a cada povo, restituir-a liberdade de controlar o seu destino”.

Le Pen multiplicou contactos nos últimos meses para alargar a sua aliança à Liga do Norte italiana, aos Democratas suecos e ao Partido da Liberdade holandês.

É verdade que os partidos tradicionais receiam alianças deste género, mas haverá mesmo algo a temer? É um projeto realista?

Estes partidos de direita fazem uma análise comum das problemáticas que afetam os europeus. São nacionalistas que defendem a nação, em primeiro plano, até porque é dificil conseguir aliar-se quando cada um defende os seus interesses.

Estão a ganhar eleições, estão bem representados nos respetivos parlamentos, apesar de serem pouco numerosos entre os quase 800 deputados europeus.

Para constituir um grupo político, são precisos 25 deputados eleitos, pelo menos, num quarto dos países membros da União Europeia. Será que conseguem?
Por enquanto ainda só é matematicamente possível.