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Continua a incerteza política na Tunísia

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Continua a incerteza política na Tunísia

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Pelo menos oito polícias e seis civis morreram, esta quarta-feira, em Sidi Bouzid, na Tunísia. As forças de autoridade e militantes islamitas envolveram-se em confrontos durante uma operação policial.

As autoridades afirmam que o movimento islamita Ansar al-Sharia, que emergiu na Tunísia em 2011, tem ligações à Al-Qaida e está por detrás de vários ataques às forças de segurança.

Na capital, Tunes, milhares de tunisinos marcharam pelas ruas exigindo a demissão do governo de Ali Larayedh.

A manifestação surge no dia em que estava estipulado que o executivo iria apresentar a demissão e iniciar as negociações com os líderes da oposição, com vista a terminar com uma crise política que dura há meses.

O primeiro-ministro garantiu que entrega o poder quando estiverem reunidas condições para a realização de eleições.

Os tunisinos, como esta manifestante, duvidam: “Um governo que promete e assina folhas, que se compromete, oficialmente, a governar durante apenas um ano… Continua a governar, continua a fazer ameaças, continua a manter os seus lugares, continua a tirar dinheiro às pessoas e continua a elaborar uma Constituição que nunca foi escrita.”

O presidente da Tunísia garantiu, durante a tarde, que o executivo não vai recuar e vai mesmo apresentar a demissão.

“Anuncio que o primeiro-ministro me assegurou, mais uma vez, que não vai voltar atrás em relação à demissão… A Assembleia Nacional Constituinte acaba de escolher a comissão eleitoral e vai decidir a data do início dos trabalhos.”, informa Moncef Marzouki.

As negociações entre governo e oposição deveriam ter começado esta quarta-feira e têm duração prevista de três semanas.