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Roménia: Um antigo comandante de prisão acusado de genocídio

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Roménia: Um antigo comandante de prisão acusado de genocídio

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Um antigo comandante de um campo de trabalhos forçados da era comunista, na Roménia, foi acusado de genocídio.

Ion Ficior, de 85 anos foi comandante do campo de Periprava, uma aldeia remota do Delta do Danúbio, onde estiveram retidos dois mil prisioneiros políticos.

A investigação que revelou a sua identidade foi conduzida pelo Instituto para a Investigação dos Crimes do Comunismo.

“Temos provas claras, que já fornecemos ao procurador, de que Ion Ficior, implementou durante a sua permenência na prisão de Periprava, entre 1958 e 1963, um regime de extermínio para os prisioneiros políticos”, afirma Andrei Muraru, responsável do instituto.

Ficior é o segundo comandante de uma prisão do regime comunista a ser acusado de genocídio. No princípio de setembro, Alexandru Visinescu, de 87 anos, tinha ouvido a mesma acusação.

Sob a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu, houve, na Roménia, cerca de meio milhão de presos políticos. A maioria eram simples cidadãos que caíram em desgraça aos olhos do regime. Cerca de cem mil morreram nas prisões.