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Líderes europeus indignados mas resignados

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Líderes europeus indignados mas resignados

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Apesar do desconforto causado pelos recentes acontecimentos, os líderes da União Europeia, prometeram, em Bruxelas, manter uma parceria transatlântica forte.

A maioria acredita que a importância de manter uma boa relação se sobrepõe ao ressentimento criado pelos casos de espionagem norte-americanos.

França e Alemanha insistem na criação de novas regras sobre vigilância mas Claude Moniquet, Presidente do Centro Europeu de Segurança e Inteligência Estratégica, não está seguro de que haja espaço para isso:

“Não estou certo de que seja realista pensar que os Estados Unidos vão sentar-se à mesa com os franceses e alemães e discutir os seus programas de segurança e qualquer limitação à capacidade dos seus serviços secretos. Quando se trata de lidar com a China, de vender produtos, produtos de alto valor, para outras partes do mundo, não se é o melhor amigo do seu aliado. É se um concorrente”.

A porta-voz do departamento de Estado norte-americano admite que a divulgação das escutas enfraqueceu as relações com alguns aliados – principalmente, Alemanha, Itália e França – mas acaba por confirmar o ponto de vista de Moniquet:

“O presidente pediu ao governo para rever as nossas atividades de vigilância, mesmo no que diz respeito aos nossos parceiros estrangeiros. Queríamos ter certeza de que estamos a recolher informações porque precisamos delas e não apenas porque podemos. Vamos continuar a reunir as informações de que precisamos para nos mantermos, a nós e aos nossos aliados, seguros”, adianta Jen Psaki.

A Alemanha vai enviar os responsáveis dos seus serviços secretos a Washington, na próxima semana, para encontrar respostas sobre as alegações de que o telemóvel da chanceler Angela Merkel tenha estado sob escuta.