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Baku vibra ao som do jazz

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Baku vibra ao som do jazz

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O Festival Internacional de Jazz de Baku, organizado pelo ministério do turismo do Azerbaijão, arrancou este ano com um concerto do saxofonista e compositor norte-americano Joshua Redman.

“A minha música nunca soou com a dos outros, ter a própria voz e o próprio som é algo natural. É uma questão de atitude. Quando subimos ao palco para tocar, não tocamos o que aprendemos ou que ensaiámos, tocamos o que sentimos no nesse momento. se o fizermos, estaremos a expressar a nossa própria voz”, afirmou Joshua Redman.

O último álbum de Joshua Redman, “Walking Shadows”, data do início de 2013.

Entre o público, a Euronews encontrou um convidado especial: Gérard Dépardieu, a quem vários países de leste ofereceram um passaporte depois de o ator francês ter decidido renunciar à nacionalidade para pagar menos impostos.

“Gosto da cidade (dixit) do Azerbeijão, tenho aqui muitos amigos, nomeadamente músicos e o jazz em Baku é muito importante”, disse Dépardieu.

A banda Jangi Jazz foi outro dos destaques do festival. O grupo mistura música clássica, jazz e música mugham, uma sonoridade tradicional do Azerbaijão baseada na improvisação. O tar é um dos instrumentos emblemáticos do mugham.

“Tive a ideia de apresentar este programa quando me apercebi que tanto o jazz como a música mugham têm a ver com improvisação. Quando o meu filho tocava música clássica no tar, eu achava que soava como jazz”, disse Mirjavad Jafarov, líder do grupo.

Kenny Garrett apresentou em Baku as músicas do último álbum, “Pushing The World Away”.

Do jazz popular ao jazz elitista,
o saxofonista norte-americano reflecte sobre as grandes transformações artísticas das últimas décadas.

“As coisas estão sempre a mudar os músicos mudam com o tempo. Os músicos que criaram grandes músicas como
Duke Ellington, Thelonious Monk, John Coltrane e Miles Davis fazem parte de um tempo. Agora, como músico temos de decidir onde é que nós nos situamos. Os músicos de Jazz tentam comunicar com o público mas penso que nos apercebemos de que esta música se destina a um número reduzido de pessoas. Essas pessoas que percebem isso vêm fazer uma viagem connosco”, considerou o saxofonista.