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Médio Oriente: Libertação de prisioneiros palestinianos provoca contestação

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Médio Oriente: Libertação de prisioneiros palestinianos provoca contestação

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Poucas horas depois de ter libertado 26 prisioneiros palestinianos, Israel anunciou a contrução de novas casas nos colonatos na zona este de Jerusalém.
Os prisioneiros liberdados foram recebidos na Cisjordânia como heróis uma atitude que mereceu as críticas do lado de Telaviv.
Mark Regev, o porta-voz do Primeiro-ministro israelita afirmou: “estamos muito desiludidos com a reação em Ramallah, vimos gente a celebrar o regresso de alguém que foi condenado por homicídios, pessoas que mataram civis inocentes, israelitas inocentes, consideramos que a Autoridade Palestiniana devia condenar terrorista, não celebrar o terrorismo.”

Do lado palestiniano, esta libertação acaba por ser ofuscada pela construção de mais colonatos.
A Autoridade Palestiniana garante que não deu avalo a estas novas casas, que fogem a todas a negociações de paz. O Primeiro-ministro palestiniano, Rami Hamdallah, lembra que “de acordo com todas resoluções da ONU, todos os colonatos são ilegais vão continuar ilegais. Estamos preocupados porque se Israel continua a expansão dos colonatos, a ideia de dois estados que queriamos ver no terreno, pode acabar por morrer.”

Mas todas estes avanços e recuos podem comprometer tanto as negociações de paz como o futuro do governo de Netanyahu. Dezenas de israelitas manifestaram-se esta quinta-feira contra libertação dos 26 presos palestinianos. Além disso, contestam cada vez mais o primeiro ministro, acusando-o de ceder perante a comunidade internacional e não defender Israel.