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"Amanhecer Húngaro" é o novo movimento extremista do da Hungria

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"Amanhecer Húngaro" é o novo movimento extremista do da Hungria

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Um novo movimento de extrema direita está a surgir na Hungria.
O chamado “Amanhecer Húngaro” para já ainda não tem a autorização da justiça do país para ser declarado oficialmente partido, mas já conta com muitos apoiantes.

Andras Kisgergely, o presidente desta organização de extrema direita garantiu aos jornalistas que na página oficial do partido na internet vai ser divulgado o registo étnico de todos os membros…
além disso quer ainda rasgar o tratado de Trianon, assinado depois da 1ª Guerra Mundial, de forma a recuperar territórios que pertenciam à Hungria até 1920. Mas há mais ideias: “todos na Hungria deviam ter o direito a proteger-se, a si e à sua família, os seus valores e propriedades. Lutaremos pelo direito a que todos na Hungria tenham direito a ter uma arma”, defende Kisgergely
Andras Kisgergely continua a ser deputado no parlamento húngaro.

Os membros do novo movimento têm, na sua maioria, ligações a grupos paramilitares responsáveis por ter cometido crimes violentos.
O “Amanhecer Húngaro” quer agora unificar todas essas pequenas organizações depois ilegalização da conhecida Guarda Húngara, o braço armado do Jobbik. Este grupo ficou conhecido por ter aterrorizado a comunidade cigana entre 2007 e 2009, organizando desfiles e patrulhando os bairros onde estava concentrada.

Os fundadores do Amanhecer Húngaro são antigos membros do Jobbik. Alguns deles foram mesmo expulsos por tentar dividir e radicalizar o partido. De qualquer forma, de acordo com a imprensa húngara, estes homens descobriram que Csanad Szegedi, um dos líderes do Jobbik, tem origens judaicas, o que seria contra as regras do partido. Szegedi foi expulso e agora é eurodeputado independente.

Recorde-se que Jobbik, nas últimas eleições legislativas conseguiu 17% dos votos e de acordo com as mais recentes sondagens, é agora um dos partidos mais popular entre os jovens.

A correspondente da euronews em Budapeste, na Hungria, Andrea Hajagos explica que “cada vez mais organizações estão a afastar-se do Jobbik, defendendo que o partido, com representação parlamentar desde 2010, não é suficientemente extremista. De qualquer forma, a direita europeia que está a organizar-se com vista às eleições europeias de 2014 também não o aceita, dizendo que é demasiado radical”.