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Cooperativa Mondragon recusa salvar a Fagor

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Cooperativa Mondragon recusa salvar a Fagor

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A Fagor dá mais um passo rumo à falência. A casa-mãe e maior cooperativa mundial, a Cooperativa Mondragon, recusa resgatar o fabricante espanhol de eletrodomésticos.

Os trabalhadores bascos saíram à rua para pressionar a Mondragon a mudar de atitude. Em causa estão 5700 empregos em todo o mundo, incluindo 2 mil postos diretos no Pais Basco espanhol.

Uma funcionário garante que nunca pensou acabarem nesta situação, “sabíamos que havia problemas, mas neste momento há em todas as empresas.”

Devido à dívida de 800 milhões de euros, a Fagor colocou-se em meados de outubro sob proteção judicial contra os credores, obtendo assim quatro meses para negociar uma solução de financiamento.

Agora, face à decisão da cooperativa, o governo basco anuncia que baixa também os braços. Segundo a conselheira para a Economia, Arantza Tapia, “se o próprio grupo não acredita no refinanciamento da Fagor, então o governo basco também não vai apoiar uma solução económica”.

No total, no Pais basco estão em causa quatro mil empregos diretos e indiretos.

O processo levou já à falência da fábrica na Polónia, com 1400 empregados. E em França é uma questão de dias, dizem os sindicatos das quatro fábricas, que serão recebidos pelo governo francês na próxima semana.

A Fagor detém 13 fábricas em cinco países: Espanha, França, Polónia, Marrocos e China.