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As medidas do OE 2014

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As medidas do OE 2014

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Não houve surpresas. O Orçamento de Estado (OE) para 2014 foi aprovado na generalidade, apesar da forte contestação no exterior e no interior da Assembleia da República.

No encerramento de dois dias de debate, um grupo de manifestantes, presente nas galerias, conseguiu interromper o discurso vice-primeiro-ministro.

Mas pouco tempo depois, após a intervenção da polícia, Paulo Portas defendia que este orçamento é vital para recuperar a soberania em junho, no final do programa da “troika”: “Portugal não pode ser governado, outra vez, com base no gasto perdulário ou no endividamento externo sem limites. Simplesmente não poderá. Porque se o quisesse fazer teria de abandonar o euro e envolver-se numa quimera de autarcia e miséria em plena globalização”.

Para atingir um défice de 4% do PIB, o governo quer reduzir 3,18 mil milhões de euros na despesa pública, impondo cortes, de 2,5% a 12%, nos salários da função pública acima de 600 euros e nas pensões. Mas no total, as medidas do orçamento elevam-se a 3,9 mil milhões de euros.

Para a oposição, as medidas de austeridade estão condenadas a fracassar, como nos anos precedentes, recordando que Portugal tem atualmente uma taxa de desemprego superior a 16%, há milhares de pessoas em risco de pobreza e a emigrar.