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Egito: Irmandade muçulmana regressa às ruas a três dias do julgamento de Morsi

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Egito: Irmandade muçulmana regressa às ruas a três dias do julgamento de Morsi

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Os partidários de Mohamed Morsi voltaram às ruas do Egito, esta sexta-feira, a três dias do início do julgamento do presidente deposto por incitação à violência.

A marcha em Alexandria e nos arredores do Cairo, convocada pela Irmandade Muçulmana foi marcada por confrontos violentos entre militantes pró e anti-Morsi, que levaram as autoridades a deter pelo menos 22 manifestantes islamitas

Para um dos apoiantes de Morsi, o julgamento de segunda-feira, “não é um verdadeiro julgamento uma vez que o presidente não tem direito a um advogado e ninguém conhece as acusações. Não se trata de um julgamento mas de uma farsa”.

Outro manifestante afirma, “Morsi é que devia julgar o general Sisi pelos massacres que cometeu. Sisi é um mentiroso e um traidor”.

Para lá de Morsi, 11 altos cargos da Irmandade Muçulmana deverão ser julgados nas próximas semanas. Os islamitas acusam o exército de golpe de estado, depois da detenção de mais de 2 mil militantes islamitas nas últimas semanas.

O secretário de estado norte-american, John Kerry é esperado este fim de semana no Cairo, num momento em que as autoridades egípcias preparam-se para mobilizar mais de 20 mil polícias em várias cidades do país, para evitar novos confrontos durante o início do julgamento de Morsi, na segunda-feira.