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Franceses "assassinados a sangue frio"

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Franceses "assassinados a sangue frio"

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O chefe de Estado francês diz estar indignado com o assassínio de dois jornalistas no norte do Mali.

Os profissionais ao serviço da RFI foram raptados em Kidal por homens armados e abatidos a tiro pouco tempo depois.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês garante estar a trabalhar com as autoridades malianas para perceber as circunstâncias em que tudo aconteceu.

“Estas pessoas foram assassinadas a sangue frio, em condições desprezíveis. Este é, também, um crime contra a liberdade de informar e de ser informado”, afirma Laurent Fabius.

O norte do Mali foi ocupado em 2012 por rebeldes islamitas com ligações à Al-Qaida. A intervenção militar da França fez recuar os insurgentes, mas foi insuficiente para devolver a estabilidade.

Kidal reduto do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad é, hoje, controlada por diferentes grupos tuaregues.

“Há uma ala radical sem reivindicações claras e que está a tentar dificultar o processo de paz. Consideramos, por isso, que a comunidade internacional deve interpelar este grupo”, refere o ministro da Defesa do Mali, Soumeylou Boubèye Maïga.

A França e o Mali prometem fazer tudo para identificar os responsáveis pela morte dos dois jornalistas que tinham sido aconselhados a não viajar para Kidal, por motivos de segurança.