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Bruxelas abre guerra aos sacos de plástico

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Bruxelas abre guerra aos sacos de plástico

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Usam-se por alguns minutos, ou algumas horas na melhor das hipóteses, mas poluem solos e mares durante décadas. A Comissão Europeia quer reduzir o uso dos sacos de plástico, estendendo as boas práticas de uma dúzia de países a todos os 28 estados-membros.

Na revisão da diretiva, propõem-se três medidas: banir, pagar cada unidade ou estabelecer uma quota máxima de uso.

Mas Fançois de Bie, da organização Bioplásticos Europeus, propõe “que em conjunto com essas medidas, se crie uma isenção para os sacos de origem vegetal ou biodegradáveis, que são muito mais sustentáveis. São alternativas que educam o consumidor para que veja o saco de plástico como um recurso valioso e não como um pedaço de lixo”.

O comissário europeu para o Ambiente não considera que essa seja a alternativa milagrosa que vai baixar o padrão médio do cidadão europeu: 175 sacos de plástico de utilização única por ano.

“O plástico biodegradável só se degrada num período razoável de tempo se for reciclado em condições adequadas, tais como as unidades de tratamento de resíduos biológicos ou locais de compostagem industrial. Portanto, não é uma solução para diminuir o problema do lixo”, explicou Janez Potocnik.

Portugal é um dos piores exemplos da UE, com uma média anual de 466 sacos de utilização única, por habitante. Um recorde que partilha com sete países do leste.

Os países com melhor comportamento são a Dinamarca e a Finlândia, com uma média anual de apenas quatro sacos de plástico por pessoa.