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Egito: Apoiantes de Morsi exprimem sentimento do "injustiça" pelo julgamento


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Egito: Apoiantes de Morsi exprimem sentimento do "injustiça" pelo julgamento

Os apoiantes de Mohamed Morsi, reunidos em frente à Academia de Polícia do Cairo, sob fortes medidas de segurança, receberam como um primeiro sinal de vitória, a notícia do adiamento do processo do deposto presidente.

Os manifestantes entoam cânticos contra o regime militar, que destituiu o presidente da Irmandade Muçulmana. A Defesa queixa-se de entraves a um julgamento justo, os populares relembram a legitimidade de Morsi.

“Estamos há horas no exterior da Academia de Polícia e alguns dos membros da equipa de defesa foram impedidos de entrar, sob falsos pretextos. Além disso, o local da audiência foi mudado durante a noite, em circunstâncias misteriosas e isso não é justo”, lamenta Mohammed Abedalfatah, um dos advogados da Defesa.

Injustiça é também um sentimento expresso por cidadãos anónimos, que apoiam o presidente deposto: “O julgamento de Morsi é o de um homem que representa a vontade popular. E não é justo. Ele só pôde gerir o país durante 10 meses.”

O julgamento de Mohamed Morsi, primeiro presidente eleito do Egito, após a queda de Hosni Mubarak, está rodeado de simbolismo, até porque decorre no mesmo edifício onde o antigo ditador foi julgado.

Segundo explica Mohammed Shaikhibrahim, o correspondente da euronews no Cairo, “este segundo julgamento do século, como lhe chamam os egípcios, está a ser levado a cabo sob medidas de segurança sem precedentes. Um misto de raiva e de incredulidade está patente no rosto dos apoiantes do deposto presidente, que continuam a afirmar que a principal fonte de legitimidade é a do homem que está atrás das grades.”

A atribulada audiência que se viveu está segunda-feira reflete a bipolarização da atual sociedade egípcia: entre os defensores do islamita Morsi e os apoiantes do regime militar do general Sisi, que assumiu o poder em julho.

Desta vez, para evitar o pior, tanques militares impediram qualquer acesso à praça Tahrir. O que não impediu que, noutras zonas do Cairo, apoiantes de Morsi e polícia se tentam envolvido em confrontos.

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