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Julgamento de Morsi adiado para janeiro

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Julgamento de Morsi adiado para janeiro

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O julgamento de Mohamed Morsi foi adiado para janeiro. O deposto presidente egípcio compareceu, esta segunda-feira, perante a justiça, para o primeiro dia de um processo onde responde por “incitação à violência”.

Juntamente com 14 outros membros da Irmandade Muçulmana, formação à qual o antigo chefe de Estado pertence, Morsi arrisca a pena de morte, caso seja considerado culpado de incitação ao assassinato e à tortura de manifestantes, em dezembro de 2012, frente ao palácio presidencial Etihadeya.

Os apoiantes da Irmandade Muçulmana denunciam um “simulacro” de processo, destinado a erradicar a confraria da cena política do país.

O processo, que decorre sob fortes medidas de segurança, foi interrompido várias vezes, antes de ser adiado para o dia 8 de janeiro. Mohamed Morsi desafiou os juízes ao apresentar-se como o único chefe de Estado “legítimo” do Egito e criou o caos, no tribunal, ao interromper várias vezes a audiência para exprimir palavras de ordem como “abaixo o regime militar”.

O dirigente islamita, democraticamente eleito, foi deposto pelos militares, a 3 de julho, na sequência de enormes manifestações. Detido, desde então, em parte incerta, foi agora transferido para a prisão de Tora, no Cairo.