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O hotel mais verde de África

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Um hotel na cidade do Cabo, na África do Sul, afirma ser o mais amigo do ambiente de todo o continente africano graças a uma combinação de várias tecnologias.

Nada foi deixado ao acaso durante a construção do hotel de três estrelas com 145 quartos, situado próximo do aeroporto.

Uma das grandes fontes de popupança advém do recurso à energia geotérmica.

Um sistema de tubos subterrâneos permite o aquecimento e o arrefecimento da temperatura através da ligação directa a um lençol friático.

A bomba de calor geotérmica usa o calor subterrâneo para aumentar a temperatura do edifício . No verão retira o calor dos espaços interiores e liberta-o no subsolo.

“Á agua circula pelos canos e entra em contacto com o solo.
Por exemplo, no verão temos excesso de água quente e pedem-nos para baixar a temperatura. Quando estão 30 graus no exterior, o que é comum na cidade do Cabo, o solo está a 19 graus, então fazemos circular a água pelo solo, a energia é libertada no solo e a água regressa mais fria “, explicou o engenheiro Andre Harms.

Outras das poupanças, recaiu sobre o betão, um material cujo fabrico requer muita energia.

O edifício recorre ao cobiax. A tecnologia baseia-se na introdução de um vazio de forma esférica ou elipsoidal na
zona onde o betão contribui pouco para o funcionamento global da laje o que permite uma optimização da espessura da laje.

O edifício integra menos 1284 toneladas de betão que um edifício tradicional do mesmo tamanho.

O consumo de água do hotel foi reduzido graças à utilização das águas do banho e do duche nos autoclismos dos sanitários.

A água da chuva também é recuperada e reutilizada.

“O lençol friático tem de ser escoado. Em vez de ir para a bacia de retenção de águas pluviais, essa água vai para um tanque e pode ser usada para a lavagem dos carros, a irrigação ou outras atividades no exterior”, acrescentou o engenheiro.

Na fachada norte do edíficio foram instalados painéis para produzir energia e ao mesmo tempo fazer sombra às janelas mais expostas ao sol.

Os próprios clientes do hotel contribuem para o abastecimento energético quando usam as bicicletas do ginásio.

Os elevadores usam energia regenerativa graças a um dispositivo mecânico que transforma a energia cinética em energia elétrica, o que permite poupanças da ordem dos 30 por cento.

A água da chuva serve também para regar a horta do restaurante do hotel.

A poupança total de água potável ronda os 40 por cento.

Para Yolande Burger, cozinheira do hotel, a prioridade é baixar ao máximo as emissões de dióxido de carbono.

“Cultivamos alfaces e ervas através de um sistema aquapónico e vamos em breve cultivar outros vegetais. Além disso, os nossos fornecedores são locais, pequenas empresas situadas a menos de 160 quilómetros”, disse a responsável.

No Hotel verde, cada gesto tem uma dimensão ambiental.
Para incentivar os clientes a reutilizar as toalhas e a reduzir o uso do ar condicionado, a casa oferece bebidas grátis no bar!

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