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Austrália: Ex-prisioneiro de Guantánamo apelou da sentença

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Austrália: Ex-prisioneiro de Guantánamo apelou da sentença

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Um australiano que esteve preso em Guantánamo Bay por ter ministrado treino militar à Al-Qaida no Afeganistão, resolveu apelar da sentença a que foi condenado.

David Hicks considerou-se culpado em 2007 num acordo que lhe permitiu cumprir parte da pena de sete anos numa prisão australiana, acabando por ser libertado nesse ano. Foi o primeiro prisioneiro de Guantánamo a ser condenado por crimes de guerra.

“Existem dois pontos importantes neste apelo. Em primeiro lugar estive detido cinco anos e meio, ou seis incluindo o tempo que estive preso aqui na Austrália, sem ter cometido qualquer crime. Segundo, fui torturado durante esse período. Espancaram-me, fui torturado psicologicamente e alvo de experiências médicas”, disse David Hicks.

“A acusação de prestar apoio material ao terrorismo simplesmente não existe na lei internacional. Sempre o soubemos, mas isso fez parte do acordo que o David teve de fazer para sair de Guantánamo Bay”, argumentou o advogado Stephen Kenny.

Hicks admitiu ter frequentado um campo paramilitar no Afeganistão que os Estados Unidos disseram ser dirigido pela Al-Qaida, mas diz nunca ter disparado ou lutado contra os Estados Unidos e seus aliados.