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Bruxelas reaviva polémica com milho geneticamente modificado

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Bruxelas reaviva polémica com milho geneticamente modificado

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Uma espécie de milho geneticamente modificado produzido pela empresa norte-americana Pioneer, denominado 1507, poderá vir a ser cultivado na União Europeia (UE).

Bruxelas recomenda a sua aprovação e pede aos governos dos 28 países da UE que dêem luz verde até ao final do ano, mas a ideia choca os ambientalistas como Marco Contiero, da Greenpeace.

“Consideramos que a Comissão Europeia está a agir de forma irresponsável ao recomendar a autorização de uma planta que comprovadamente tem graves impactos sobre os insetos, tais como borboletas e traças, e sobre a qual não há estudos suficientes sobre o impacto nas abelhas. Vai também incentivar a utilização de um herbicida muito tóxico que está em vias de ser proibido na Europa”, disse o ambientalista à euronews.

O executivo europeu alega que foi forçada pelo Tribunal Europeu de Justiça a pronunciar-se sobre o pedido da empresa, que data de 2001.

O comissário para a Saúde, Tonio Borg, diz que há seis pareceres favoráveis da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar pelo que “esta proposta permitirá aos estados-membros decidirem sobre a proibição ou não do cultivo de organismos geneticamente modificados com base noutras razões que não as dos riscos para a saúde ou para o meio ambiente”.

A proposta sobre esta espécie será debatida pelos 28 ministros do Ambiente, a 13 de Dezembro, em Bruxelas.