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Tajiquistão: eleições sem perspetivas de mudança

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Tajiquistão: eleições sem perspetivas de mudança

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O atual chefe de Estado do Tajiquistão, Emomali Rahmon, no poder desde 1992, é o indiscutível favorito para conquistar a vitória nas eleições que se realizam esta quarta-feira .
 
Rahmon, com 61 anos, líder do Partido Democrático Popular do Tajiquistão, deverá exercer um quarto e último mandato, se não alterar, novamente, a Constituição (já o fez duas vezes).
 
As eleições foram marcadas pela ausência dos principais partidos da oposição.

Situado entre o Afeganistão, a China, o Quirguistão e o Uzbequistão, depois da queda da União Soviética, em 1991, até 1997, o Tajiquistão sofreu uma sangrenta guerra civil entre o governo e combatentes islâmicos. Anos que provocaram a degradação da economia. Com uma população de quase 7,5 milhões de pessoas, o Tajiquistão é o país mais pobre que emergiu do antigo bloco comunista: 47% dos cidadãos vivem abaixo da linha da pobreza. O salário médio é de € 100 por mês e, em 2012, o PIB per capita não ultrapassou 637 €. Cerca de um milhão de habitantes trabalha no estrangeiro, principalmente na Rússia.

Oynihol Bobonazárova foi a primeira mulher a desafiar o poder vigente, com um movimento islâmico moderado, mas não conseguiu sequer as assinaturas suficientes para entrar na corrida presidencial por não reunir as 210 mil assinaturas necessárias para a candidatura. As pessoas têm medo, alega esta advogada e ativista de direitos humanos:

“Os direitos humanos, especialmente a liberdade de expressão , são totalmente controlados”, acusa.

O regime de Emomali Rahmon depende completamente da Rússia no setor da energia. O governo impôs limites ao consumo de eletricidade nas áreas rurais, para evitar a crise de quase todos os invernos, por ausência de meios para importar energia.

Apesar das restrições, muitos cidadãos acreditam que houve melhorias e dizem que querem votar novamente para Emomali Rahmon.

Eradz Asadullayev, comerciante: – Acho que o nosso presidente é o melhor candidato, por ter muita experiência e porque já fez muito pelo o país.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, OSCE, afirma que não houve visibilidade dos outros candidatos durante a campanha eleitoral, enquanto a cobertura das viagens do presidente foi “extensiva e positiva”.