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Chefes dos espiões britânicos saem da sombra para criticar Snowden

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Chefes dos espiões britânicos saem da sombra para criticar Snowden

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“A Al-Qaeda deleita-se” com as fugas de informação de Edward Snowden, afirmam os patrões dos serviços secretos britânicos que saíram da sombra e, pela primeira vez, apareceram juntos em público.

Perante uma comissão parlamentar, os chefes dos espiões garantiram que as escutas “não minaram a liberdade nem a democracia”, ao contrário das revelações sobre o ‘Big Brother’ feitas pelo antigo antigo colaborador da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos:

“As fugas de informação de Snowden têm sido muito prejudiciais, colocaram em risco as nossas operações. É evidente que os nossos adversários estão a esfregar as mãos de contentes. A Al-Qaeda deleita-se”, afirmou o diretor do MI6, John Sawers.

Segundo os serviços secretos, neste momento os “terroristas” discutem a melhor forma de alterar os sistemas operativos para “evitar o que agora vêem como comunicações vulneráveis”.

A audiência parlamentar, que durou cerca de 90 minutos, foi transmitida pela televisão com um atraso de dois minutos por razões de segurança.

Sawers apareceu vestido com uma gravata verde, uma piscadela de olho à peculiar tradição que diz que a pessoa que faz o seu trabalho escreve com tinta verde e é conhecido nos serviços secretos como “C”. O nome do chefe do MI6 só passou a ser público em 1992.

Os verdadeiros espiões recordaram ainda que a realidade está muito longe dos filmes de James Bond, mas na verdade, nem é necessária a imaginação para transformar as revelações dos últimos meses num grande filme documental.