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Fukushima em alerta máximo para a retirada das barras de combustível nuclear do reator 4

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Fukushima em alerta máximo para a retirada das barras de combustível nuclear do reator 4

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Na central nuclear de Fukushima, os engenheiros ultimam os preparativos para iniciar a delicada operação de retirada das barras de combustível da piscina do reator 4, o único que não estava a funcionar no momento do sismo, seguido de tsunami que, em março de 2011, provocou o pior acidente nuclear desde o de 1986, em Chernobyl.

Mais de 1500 barras de combustível, incluindo 200 por utilizar, serão transferidas para um edifício mais seguro, a cerca de 100 metros do atua. A remoção das barras usadas é uma operação comum, mas que neste caso será dificultada pelos estragos que a central sofreu.

Os engenheiros esperam retirar todas as barras de combustível da piscina do reator 4 até ao final de 2014. Nos outros reatores, que sofreram danos no núcleo, a operação será muito mais arriscada e o processo pode vir a demorar 40 anos, sempre com um risco elevado de nova catástrofe.

Indiferente ao perigo e às radiações, um camponês recusa-se a sair da zona em redor da central que foi selada pelas autoridades e onde ninguém pode pernoitar. Keigo Sakamoto, de 58 anos, não quer saber dos riscos, vive aqui porque tem de “proteger os animais” e lamenta que, até agora, ninguém da central tenha pedido “desculpa” pelo sucedido.