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Governo grego enfrenta moção de censura por encerramento da televisão pública

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Governo grego enfrenta moção de censura por encerramento da televisão pública

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O encerramento brutal da televisão pública grega, ERT, originou uma moção de censura ao governo. O debate da moção, apresentada pelo partido de extrema-esquerda, Syriza, começa esta sexta-feira e termina no domingo à noite, com o voto.

Durante a madrugada de quinta-feira, a polícia grega antimotim efetuou um ‘raid’ às instalações da ERT e pôs fim à emissão.

Nikos Tsimpidas é o jornalista que esteve no ar até à última palavra e conta como tudo se passou: “Quando começaram o ‘raid’ eu estava no estúdio, no ar. Um esquadrão entrou no estúdio, os polícias ficaram atrás de mim. Estava outro no exterior. Um deles, com a cara coberta, começou a filmar o que se passava. O chefe disse-me para desligar o microfone e calar-me.”

Os antigos empregados concentraram-se no exterior do edifício, onde os populares acorreram espontaneamente, em sinal de solidariedade. Marilena Katsimi, também ela, ex-jornalista da ERT diz: “A minha vida mudou porque decidi que tinha de reagir. Ninguém pode encerrar a televisão pública sem ter planeado nada para o futuro.”

Cerca de 200 pessoas foram expulsas das instalações. Emitiam ilegalmente desde que a estação foi oficialmente encerrada, no passado dia 11 de junho. A ERT será substituída, a partir de março, pela Nerit, uma estação de televisão pública “low cost”.

Fay Doulgkeri, correspondente da euronews em Atenas, conta: “As forças de polícia cercaram o edifício da ERT quando o ‘raid’ começou, e bloquearam todas as saídas. Os antigos empregados da ERT, e são cada vez mais, dizem que não desistem e pedem apoio a todos os empregados de todos os setores.”