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Israel rejeita qualquer acordo com Irão

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Israel rejeita qualquer acordo com Irão

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Israel continua inflexível quanto ao acordo entre as principais potências e o Irão sobre o programa nuclear de Teerão. O primeiro ministro israelita aproveitou uma reunião com membros do congresso norte-americano, que estavam de visita a Jerusalém e uma reunião com John Kerry, para reforçar que este acordo pode ser perigoso.
Benjamin Netanyahu diz mesmo que “percebe que a delegação iraniana esteja muito satisfeita com Genebra, porque não teve de fazer qualquer cedência. É um acordo mau e que Israel rejeita contundentemente.”

Netanyahu classifica este acordo como o “erro do século” porque garante que Teerão já ultrapassou todos os limites há muito tempo.
Uma acusação feita já em 2012, nas Nações Unidas.

Para negociar com o Irão, Israel exige a paralização total do enriquecimento do urânio e a destruição de todas as reservas que existam no país, o encerramento da fábrica mais importante de enriquecimento e o fim da produção de plutónio.

A chegada ao poder de Rojani, os gestos de abertura que se multiplicaram desde a última assembleia das Nações Unidas e as históricas mensagens trocadas com Barack Obama mudaram a situação. Mas nada que mude a posição de Telavive.

Houve alturas que em Israel e o Irão não eram os piores inimigos. Na época dos Shahs e da dinastia de Pahlavi, as relações eram cordeais. O Irão foi o segundo Estado de maioria muçulmana a reconhecer o Estado Hebraico. Após a revolução iraniana tudo mudou. Khomeini, antigo inimigo de Israel, regressou do exílio e chegado ao poder rejeitou o reconhecimento oficial do país e todas as relações. Voltaram os anos de ódio de parte a parte.

Só em 2005 houve um momento de esperança, durante as cerimónias fúnebres de João Paulo II: o presidente israelita e o reformista Khatami, na altura no poder, estiveram muito perto um do outro e terão mesmo apertado as mão.

Esperanças que desmoronaram rapidamente com a chegada ao poder de Mahmud Ahmadinejad. Desde o primeiro momento começou a falar em “apagar Israel do mapa”, ainda que tenha dito que foi um erro de tradução. Noutra intervenção disse que o Holocausto era um mito….

As provocações de Ahmadinejad foram, durante muito tempo, a melhor desculpa para Netanyahu denunciar o programa nuclear do Irão. Mas agora o novo presidente deseja bom ano aos judeus no mundo e denuncia crimes nazis. O primeiro-ministro israelita desconfia desta estratégia e diz mesmo que “é um discurso hipócrita e cínico de um lobo com pele de cordeiro”