Última hora

Última hora

Lampedusa: A vida dentro do centro de acolhimento a refugiados

Em leitura:

Lampedusa: A vida dentro do centro de acolhimento a refugiados

Tamanho do texto Aa Aa

Um grupo de refugiados palestinianos-sírios está em greve de fome há dois dias no Centro de Acolhimento de Lampedusa, em Itália.
Protestam por não ser autorizados a sair do centro onde chegaram no início Outubro.
Outros refugiados que chegaram depois já conseguiram deixar este espaço que tem muito poucas condições.

Um destes homens explica que “faço-o por mim e pelos meus amigos: ou saímos daqui ou vamos para o hospital ou morremos. Ou então deixam-nos sair para um país árabe nos nossos barcos. Porque a União Europeia mente quando fala de ajuda aos sírios ou aos palestinianos. Têm de ser responsáveis pelas próprias palavras.”

Este centro está preparado para receber 254 pessoas, mas atualmente tem 440. A maioria são sírios ou da Eritreia. Duas comunidades que não têm boas relações: por exemplo não partilham os quartos, o que está a causar problemas aos responsáveis do abrigo.

65 pessoas trabalham no centro de acolhimento de Lampedusa, incluíndo um médico e dois assistentes. O diretor do centro, Antonio Miragliotta explica: “temos psicólogos, assistentes sociais, mediadores culturais que têm a função de apaziguar as tensões que possam existir num centro como este, de onde os imigrantes esperam ser transferidos o mais rápido possível.”

A maioria dos que aqui chega nem sequer quer ficar em Itália. O objetivo é chegar aos países do norte da Europa.
As estadias neste centro deviam ser de apenas alguns dias…mas estão a tornar-se cada vez mais longas.