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Artista chinês fica invisível como forma de protesto

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Artista chinês fica invisível como forma de protesto

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Liu Bolin é conhecido como o homem invísivel. O artista plástico chinês criou uma técnica para desaparecer através da fusão dos corpos com a paisagem envolvente.

Depois de pintar os corpos, o artista fotografa o conjunto. A sessão pode demorar dez horas. As fotografias não são retocadas.

O artista chinês realizou recentemente uma instalação na Venezuela.

“Quando chegámos à Venezuela, apercebi-me de que o meu carro estava blindado e tive a ideia de reflectir sobre a violência que existe hoje em dia no país”, disse Liu Bolin.

O resultado da reflexão sobre a violência em Caracas é uma instalação em que a pessoa é retratada como um alvo.

Outra fonte de inspiração foi a inflação, o que o levou a criar uma instalação com um nota de 50 bolívares, a moeda nacional.

“Fui ao supermercado e percebi a preocupação dos venezuelanos com a inflação. Quis reflectir sobre a relação entre o dinheiro e as pessoas. O outro trabalho é sobre a farinha de milho, um produto que toda a gente quer comprar mas a oferta não é suficiente”, acrescentou Liu Bolin.

A ideia da arte invísivel surgiu como uma forma de protesto contra a demolição do atelier de um artista em Pequim.

Liu Bolin afirma que os artistas são invísveis para as autoridades chinesas porque não têm direitos.

O artista de 40 anos já realizou mais de cem instalações em várias cidades do mundo desde 2005.