Última hora

Última hora

Bebé nasce num aeroporto das Filipinas, no meio dos destroços

Em leitura:

Bebé nasce num aeroporto das Filipinas, no meio dos destroços

Tamanho do texto Aa Aa

Os socorros têm, esta segunda-feira, enormes dificuldades para chegarem ao centro das Filipinas, completamente destruídas após a passagem do supertufão Haiyan.

Milhões de pessoas estão sem água potável nem alimentos. Uma situação que leva os menos escrupulosos a pilharem não só o que resta nas lojas mas inclusive a atacarem os veículos da Cruz Vermelha e a matarem os polícias que tentam interpor-se.

Outros, pedem ajuda, como Erika Mae Karakot, uma sobrevivente: “Por favor, digam à minha família que estou viva. Precisamos de água e de medicamentos, porque muitas pessoas à nossa volta estão feridas. Algumas sofrem de diarreia e de desidratação, por causa da falta de comida e de água.”

Apesar da presença policial, os habitantes de Tacloban, na província de Leyte, uma das mais afetadas, atacaram uma bomba de gasolina. Tentam assim aprovisionar-se na única fonte de energia que lhes resta.

Ao aeroporto de Tacloban, acorrem centenas de pessoas, na esperança de terem mais fácil acesso a medicamentos. Foi aqui que a pequena “Bea Joy” veio ao mundo. O parto decorreu com a ajuda de um médico militar, no meio dos destroços, num improvisado hospital de campanha.

A mãe, Emily Ortega, uma jovem de 21 anos, decidiu chamar a menina “Bea”, em honra da sua própria mãe, Beatriz, uma das muitas pessoas desaparecidas com o tufão.

Os médicos necessitam agora de antibióticos intravenosos, para a mãe da bebé, que sofreu graves hemorragias e corre risco de infeções. Mas até os antibióticos por via oral já acabaram, no terreno.

Apesar de tudo, mãe e pai estão felizes. A bebé, essa, está de perfeita saúde.