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Clima: Cimeira da ONU quer acordo global em 2015

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Clima: Cimeira da ONU quer acordo global em 2015

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Conseguir um acordo global em 2015, é esse o principal objetivo da 19a Conferência das Partes (COP19) da Convenção da ONU sobre as Alterações Climáticas, que arrancou esta segunda-feira em Varsóvia, na Polónia.

Até agora a falta de vontade política e a insuficiência de recursos financeiros têm sido as maiores barreiras das negociações às Nações Unidas.

“Espero que possamos trazer todos para a mesa das negociações… Acredito, mesmo, num acordo vinculativo em 2015”, assegura Pascal Girot, da Care International.

Há uma semana a Organização Meteorológica Mundial divulgou que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu, em 2012, um novo máximo.

Desde o início da era industrial o mundo sofreu um aumento de temperatura de 0,8 graus celsius. Se nada for feito prevê-se que, em 2100 o aumento do aquecimento global seja na ordem dos 5 °C. O objetivo é reduzir esse número para 2 graus celsius.

Para isso espera-se conseguir reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa dos atuais 50 gigatones para 22, em 2050.

192 países acorreram à capital polaca para encontrar soluções que permitam ultrapassar a falta de confiança que existe entre os estados para assumir os compromissos necessários para assegurar um novo acordo vinculativo e um novo regime climático em 2015, na cimeira da ONU, prevista para Paris.

O objetivo é reduzir a utilização de combustíveis fósseis e extremamente poluentes, como o carvão, que em 2020, será a principal fonte energética do mundo, devido ao consumo voraz da China.

Para isso é necessário que os países emergentes fiquem sujeitos às mesmas medidas que os países industrializados, uma coisa que não estava prevista na Cimeira de Quioto, em 1997, no Japão.

Hoje, todos os países do mundo estão preocupados com as questões ambientais. As nações mais poluentes são lideradas pela China, logo seguida pelos Estados Unidos da América, a União Europeia ocupa o terceiro lugar, a Rússia aparece em quarto.

Apesar das preocupações ambientais há países desenvolvidos que continuam a recusar tomar medidas de combate à poluição, muito restritivas, como é o caso dos Estados Unidos, que nunca ratificaram o Protocolo de Quioto.

Além das resistências a medidas alternativas, há ainda, outro obstáculo, às negociações. Trata-se do apoio financeiro aos países menos desenvolvidos para enfrentarem as mudanças climáticas. Na cimeira de Copenhaga, em 2009, ficou estipulado que os países mais desenvolvidos iriam contribuir com 75 mil milhões de euros, anuais, para esse fundo mas até hoje, nada foi pago.