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O vinho à conquista da China

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O vinho à conquista da China

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Foram mais de 40 os países que participaram na Feira de Vinho e Bebidas Espirituosas de Hong Kong. Sem taxas alfandegárias, o território é a porta de entrada no importante mercado chinês.

Na China, o consumo de vinho quadruplicou nos últimos cinco anos e deverá continuar a crescer. O país pode tornar-se o maior consumidor de vinho do mundo em 2016.

Especialista da importação de vinho da Alemanha, Áustria e Suíça para Hong Kong, Patrick Festl, considera que o mercado chinês vai continuar a crescer, embora seja ainda cedo para saber qual o melhor segmento de mercado. Explica que o “vinho tornou-se mais acessível e a China conta com 1,3 mil milhões de pessoas, que gostam de vinho”.

Os néctares franceses continuam a dominar o mercado, com uma quota de 46,7% no primeiro semestre. Mas a concorrência é cada vez maior. A quota dos vinhos australianos ronda os 12,7% e a dos espanhóis 11,3 por cento. Outros países, incluindo Portugal, partilham 29,3% do mercado.

As exportações de vinhos espanhóis cresceram mais de 40%, um valor superior ao crescimento do setor francês.

Os clientes chineses, já com o paladar educado, procuram agora o melhor preço, explica José Maria Nieves, um exportador espanhol: “Sabemos que a França tem uma boa reputação no mercado chinês. Mas é uma questão de imagem. As pessoas que compram vinho francês, por causa da imagem, educam o gosto aos poucos e poucos e apercebem-se de que os vinhos espanhóis são de qualidade e também a bom preço”.

Portugal participou no evento com 43 produtores, que querem aproveitar a visibilidade dada por algumas revistas de vinhos, para consolidar e aumentar as vendas na Ásia. Na China, o vinho português tem uma quota de mercado de 1,5 por cento.