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Desemprego juvenil: A emergência europeia

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Desemprego juvenil: A emergência europeia

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O desemprego dos jovens tornou-se no grande problema da União Europeia (UE). Uma geração sem trabalho não é apenas um entrave ao crescimento económico, mas também um risco para a coesão social.

Atualmente na União Europeia, a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos é mais do dobro da dos adultos (11% em setembro).

Os 28 Estados membros têm quase 5,6 milhões de jovens sem emprego. O que representa uma taxa média de 23,5%.

Já na Grécia, em julho, a taxa era de 57,3% e, em setembro, em Espanha era de 56,5%. Portugal surge em sexto lugar (36,9%), enquanto Áustria e Alemanha têm as taxas mais baixas de desemprego juvenil, com 8,7% e 7,7%, respetivamente.

À saída do encontro no Eliseu, Thiebaut Weber, presidente da Confederação sindical europeia, Comissão Juventude, defendia: “Pedimos mais Europa, uma Europa social que assuma as responsabilidades em termos sociais e de emprego. Não apenas em matéria orçamental. Essa é uma Europa que defendemos e que queremos para a vida de milhões de europeus”.

Face à situação de emergência, na cimeira de julho, os dirigentes europeus decidiram usar seis mil milhões de euros nos próximos dois anos para tentar resolver o problema. A Comissão Europeia propõe oito mil milhões. Mas são muitas as pessoas que falam de uma gota no Oceano.